Bruxaria Analógica contra o algoritmo

Você provavelmente chegou até aqui procurando respostas. Talvez um Oráculo. Talvez uma Magia. E acabou dando de cara com uma Bruxa.

Pior.

Uma Bruxa Profissional.

E afinal, quem é a Bruxa?

Muito se falou sobre ela. O folclore falou, a religião falou, a literatura falou, o cinema falou. Quase todo mundo parece saber como uma Bruxa deve ser e, durante muito tempo, outras pessoas contaram quem eram as mulheres e as Bruxas, o que faziam e o que deveriam representar. Eu não tenho muito interesse em repetir essa história.

Porque personagens vivem nas histórias e as Bruxas vivem no mundo.

Para mim, a Bruxa é, antes de tudo, uma mulher. Uma mulher com corpo, história, vínculos, trabalho, desejos, contradições e uma realidade material. Eu nunca consegui separar a Bruxa da mulher, nem a arte e o ofício da vida.

E o que faz uma Bruxa Profissional?

Não é ser mais Bruxa que todas as outras, mas escolher fazer do próprio ofício um trabalho. Foi o que eu escolhi. É quem eu sou e o que faço para viver.

Meu trabalho acontece no encontro entre aquilo que pode ser visto e aquilo que nem sempre pode. Entre a matéria, os vínculos, os comportamentos, a espiritualidade, os símbolos, os saberes ancestrais e tudo aquilo que a gente ainda não sabe explicar muito bem.

Os Oráculos e as Magias são algumas das minhas ferramentas de trabalho entre tantas outras.

E esta Casa existe para que uma Bruxa possa falar de si e do seu ofício, com as próprias palavras, na sua própria casa.

E talvez você esteja se perguntando: tá, Ana. Eu entendi quem é a Bruxa Profissional e agora?

Essa é uma boa pergunta.

Siga a viagem e talvez a gente consiga responder essa pergunta com mais clareza. Ou talvez ela traga ainda mais perguntas…